quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Esmalte x Mulheres

Hoje vim em nome das mulheres fazer um protesto contra os nossos companheiros esmaltes.
É engraçado como os homens adoram nos apressar o tempo todo, e ainda exigem que nós estejamos sempre impecáveis, mas mal sabem eles do que nós passamos para nos mantermos sempre bonitas pra eles, e pra nós mesmas é claro.
Como se já não bastasse todo o trabalho que nos temos no dia-a-dia para nos mantermos bem, os nossos esmaltes de um tempo pra cá, resolveram se voltar contra nós! É isso mesmo, esmaltes que alguns anos atrás eram capazer de durar cerca de 5 dias (sem descascar, porém, perdendo um pouco o brilho) em nossas unhas, agora não chegam a durar mais de 3 dias!
Como podemos não nos atrasar para aquele jantarzinho especial, se nós temos que pintar aquela mesma unha que nós pintamos ontem antes de ir ao cinema! Então homens, antes de nos julgar, tentem olhar o nosso lado, nós não temos culpa se os fabricantes de esmaltes resolveram apenas pensar no lucro deles, e esqueceram que nós mulheres modernas não temos tempo de pintar as unhas todos os dias! (pelomenos não de forma perfeita é claro)
É pela falta de profissionalismo dos fabricantes de esmaltes, que nos iludem com cores lindas e maravilhosas, e fazem nós gastarmos o nosso precioso dinheiro, com um vidro de esmalte do qual muitas vezes não dura nem um dia intacto na unha, que eu estou aqui agora, deixando o meu protesto!
E sabe o por que estou tão indignada?! Porque hoje acordei as 6h da manha, pintei as unhas (com 40 graus - colorama) e mal estava anoitecendo, e a porcaria começou a descascar! Sem falar da perca de brilho! Agora imaginem se eu tivesse lavado uma louça, no mínimo não teria mais nem sinal de esmalte nas minhas unhas né! Isso que Colorama é uma das marcas mais bem visadas do mercado. Com tudo, eles ainda tem a cara de pau de escrever na embalagem; duração e brilho.
Mas acho, que o correto seria; FALTA duração e brilho! E mais, ainda enfraquece as unhas! Sim, porque tenho notado, que sempre que uso colorama, logo após tirar o esmalte, as minhas unhas se quebram! Assim como aconteceu hoje!
Fica registrado aqui então, o protesto das mulheres contra a falta de consideração com o consumidor, e a falta de qualidade dos produtos.

OBS: Essa postagem não é apenas uma crítica a marca colorama, mas sim a todas as marcas de esmaltes do mercado, pois nenhuma, esta com qualidade realmente boa.

Daniela S. Silveira

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Difícil

É difícil esquecer o que marcou
É difícil querer e não ter
É difícil procurar e não achar

Mas entre as coisas mais difíceis
Que se pode imaginar,
É difícil saber que já há outra em meu lugar.


Daniela S. Silveira

sábado, 29 de agosto de 2009

Índia Bartira

Encenação 2010, o maior espetáculo em areia de praia do mundo!

Pessoal, tenho uma amiga muito querida que esta participando do concurso de melhor encenação da Índia Bartira, e eu conto muiito com o apoio de vocês pra ajudarem ela; é muito fácil, é só entrar no site, colocar seus dados, e confirmar o voto, não custa nada e você faz isso em menos de cinco minutos! Ela já ganhou algumas etapas, e agora ela conta com o apoio de todos pra passar para as próximas etapas e ganhar esse concurso! Ela mereçe, além de ficar ótima como índia, ainda é muito esforçada! Eu conto com a ajuda de todos vocês pra mim poder ver a Layane com uma faixa de vencedora!


É só entrar no site:
http://www.indiabartira.com.br/?ct=Candidata/Perfil&n=251

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ouça e aprenda!

♫Ciranda Cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar

O Anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou

Por isso dona Rosa
Entre dentro desta roda
Diga um verso bem bonito
Diga adeus e vá se embora ♫

- Que legaal, não? Parece que desde pequeninos nossos pais já nos preparam pra vida, desde pequinininhos, já aprendemos que um dia uma pessoa vai entrar em nossa vida, dizer que nos ama, e depois com algumas palavras bonitas (ou não) irá nos deixar.
- Acho que agora eu entendo porque paravamos de chorar quando eles cantavam essas musicas, era para prestar atenção em cada detalhe da letra, para estarmos preparados para quando chegasse o nosso momento de passar por isso. Mas parece que conforme crescemos, esquecemos da letra e nos vemos despreparados quando isso acontece.

♫ Dorme nênem que a cuca vai pegar,mamãe foi para roça e papai foi trabalhar. ♫

- Ta vendo como gostam de apavorar as crianças, como querem que as crianças durmam em paz, se estão dizendo que o pai delas foi pra roça, a mãe foi trabalhar, ela ta sozinha, e a Cuca vai pegar ela! Geente, eu é que não vou cantar isso pros meus filhos não!
- Agora da pra entender porque as crianças choram quando acordam e estão sozinhas, cláro, elas estão com medo da Cuca!

♪A canoa virou
Por deixá-la virar
Foi por causa da "Fulana"
Que não soube remar
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar
Tirava a "Fulana"
Do fundo do mar ♪

- Desde pequenos também nos ensinam que a gente não vai saber remar as nossas vidas.. Sim! Fique apavorado! Você mais cedo ou mais tarde, também vai se afogar! É, você mesmo! E o melhor, não vai ter ninguém pra te ajudar! Ou você aprende a nadar, ou você se ferra!
- É meu caro, você foi avisado de tudo desde o inicio, mas como sempre, você não quis ouvir seus pais não é! E depois ainda ficamos brabos quando nossos pais ficam dizendo: - Eu te avisei!
E o pior é que eles avisaram! "/

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Incomplete

Empty spaces fill me up with holes
Distant faces with no place left to go
Without you within me I can't find no rest
Where I'm going is anybody's guess

I've tried
to go on like I never knew you
I'm awake
but my world is half asleep
I pray
for this heart to be unbroken
But without you all I'm going to be is incomplete

Voices tell me I should carry on
But I am swimming in an ocean all alone
Baby, my baby
It's written on your face
You still wonder if we made a big mistake

I've tried
to go on like I never knew you
I'm awake
but my world is half asleep
I pray
for this heart to be unbroken
But without you all I'm going to be is incomplete

I don't mean to drag it on, but I can't seem to let you go
I don't wanna make you face this world alone
I wanna let you go (ohhh nooo)

I've tried
to go on like I never knew you
I'm awake
but my world is half asleep
I pray
for this heart to be unbroken
But without you all I'm going to be is incomplete

Incomplete

domingo, 9 de agosto de 2009

o que realmente dói?

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói, cólica,
cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se
amanhã.
Contudo,quando o amor de um acaba,ou torna-se menor, ao outro sobra uma
saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre
ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na
Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a
estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se
ela continua preferindo suco; se ele continua sorrindo com aqueles
olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho
enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem; se ele continua
detestando o MC Donald's; se ela continua amando; se ela continua a
chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber
como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear
as lágrimas diante de uma música; não saber como vencer a dor de um
silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo
querer.
É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os
amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer .
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você,
provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

Miguel Falabela

terça-feira, 28 de julho de 2009

Em busca da felicidade

Ela era triste, não sorria, era séria, havia algo no seu passado que a atormentava, mas ninguém sábia do que se tratava, pois sobre isso ela não falava.
Eram seis da manha, levantou da cama e foi direto pro banheiro, escovou os dentes e ficou se olhando no espelho, séria, ela era sempre séria. Cinco minutos se passaram, e ela continuava ali, imóvel em frente ao espelho, uma lágrima escorreu, então olhando com ódio para sua imagem no espelho disse: - Hoje, você vai encontrar a felicidade!
Vestiu seu abrigo vermelho e foi para a praça em frente ao seu condominio correr. Ela não praticava esportes, mas uma vez ela tinha ouvido no Globo Reporter que as pessoas que praticam esporte são mais felizes.
Ela não aguentava mais correr, mas ela ainda não se sentia feliz, então continuou. Estava ofegante, começou a ficar vermelha, já não conseguia levantar seus pés por completo do chão, acabou tropeçando em si propria e caindo no canteiro. Ficou ali deitada no chão por cerca de cinco minutos, recuperando o folego e olhando para a luz do sol por entre as arvores. Levantou, limpou a roupa com as mãos, e foi até a padaria, comprou tudo que havia de doces e foi pra casa.
Sentou na mesa, pegou uma rosquinha e ficou olhando pra ela, com o pensamento distante, mordeu, e tomou seu café da manha com indiferença.
Colocou sua roupa de grife, pegou sua bolsa e foi para o shopping, comprou as roupas mais lindas, e os sapatos mais caros, comprou as jóias mais desejadas e as bolsas mais visadas. Comprou tudo o que uma mulher gostaria de ter, e nem assim se sentia feliz. Sentou-se em uma mesa da praça de alimentação, e ficou olhando o sorriso e o brilho nos olhos de um garotinho que comia um Mc Lanche com brinquedinho, então pediu um também. Quando o lanche chegou, abriu-o com esperanças, mas sua boca não sorriu, nem tão pouco seus olhos brilharam, então comeu com indiferença.
Estava passando por um Park de diversões, viu tantas pessoas felizes que resolveu estacionar. Comprou uma entrada, comeu algodão doce e maça do amor, entre uma brincadeira e outra ganhou ursinhos de pelúcia, chapéus decorados e inúmeros brinquedos, mas não se sentiu feliz, então viu a montanha russa, e a forma como todos a olhavam, colocou tudo no carro e foi andar na montanha russa. Sentiu um frio na barriga, estava tudo passando tão rápido, começou a se sentir tonta, nauseas, estava tudo embaçado, vomitou sobre sua roupa de grife.
Chegou em casa, tomou banho e saiu sem rumo. Duas quadras depois avistou um outdoor com a propaganda do filme " A Proposta". Comprou pipoca, refrigerante, e sentou-se na ultima fileira. Não conseguia entender, por quê parecia tão engraçado para todos ali presentes, mas para ela, era tão indiferente. Saiu na metade do filme, sentou no carro, ligou o rádio e encostou a cabeça no volante.
Estacionou ao lado da Usina do Gasômetro, comprou água de coco e uma passagem de barco no Guaíba, comprou um CD e um colar dos índios que ali comerciavam. Subiu no barco, balançou, sentiu medo, segurou forte no banco. Não era tão emocionante quanto diziam, sentou-se para ver o pôr-do-sol.
No carro, indo pra casa, colocou o CD que havia comprado dos índios, sua cabeça latejou, desligou no mesmo instante.
Colocou uma calça colada, um blusa justa, arrumou o cabelo e se maquiou, pegou a bolsa, e saiu. Sentou no banco em frente ao balcão e pediu um café, escolheu uma musica no jukebox, e bebeu seu café olhando o movimento na Cafeteria.
Passou em uma banca de revista, comprou duas revistas e um Halls, entrou no Club. Bebeu seus drinks preferidos e dançou até se acabar, beijou alguns rapazes e trocou idéias, sentou-se em uma mesa na sacada, pediu mais um drink com chapeuzinho rosa, encostou a cabeça na mesa e ficou olhando pro nada.
Saiu do Club cambaleando, pegou a bolsa no carro e saiu andando, estava a poucas quadras de casa. Não conseguia parar de pensar na tal felicidade. Estava na esquina de casa, quando trancou o salto em uma pedrinha e caiu na calçada. Com dificuldade sentou-se e escorou a cabeça na parede, estava exausta. Ficou olhando fixamente para uma vitrine espelhada do outro lado da rua, começou a pensar na felicidade, onde será que ela se escondia, olhou para o chão, ela havia procurado em todos os lugares, parece que todos achavam, menos ela. Um raio de luz tocou seu rosto, fez uma careta enquanto tentava avista-lo, viu seu rosto fazendo careta de relance refletido na vitrine espelhada, olhou pra vitrine e tentou refazer a careta, mas não havia ficado igual, então tentou de novo, mas parecia que nunca era a mesma coisa, então começou a fazer várias caretas, e quando se deu conta, estava rindo de si mesma. Com um leve sorriso no rosto, parou e refletiu: " Você estava aqui o tempo todo, no lugar mais óbvio, mas que eu jámais procuraria; dentro de mim".
Ficou sentada por mais alguns minutos, rindo de si mesma, depois levantou e foi pra casa, agora que sabia onde a felicidade estava, não faltava mais nada, se sentia completa.

Daniela S. Silveira