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domingo, 12 de setembro de 2010

Sonho em Preto e Branco

Daniela Santos Silveira

Ontem eu tive um sonho, um sonho preto e branco, no qual os negros vinham da África trazidos por brancos que de mãos dadas (negros e brancos) desciam nos portos brasileiros com sorrisos estampados no rosto, tambores e berimbaus nas mãos e seus orixás no coração.

Os homens brancos tratavam bem seus hospedes negros, que em troca lhe ensinavam a arte da capoeira, músicas de ritmos exóticos e sua culinária que trazia; canjica, feijão-preto, arroz e cuscuz.

Em um momento do sonho os negros e os brancos se deram as mãos; um negro, um branco, um negro, um branco, formando enormes filas de homens e mulheres. No final, reparei que o mundo parecia-se com um tabuleiro de Xadrez. Fiquei feliz e emocionada, mas então, vi que um homem branco que não estava de mãos dadas, mas sim a frente de todas as fileiras, colocou uma coroa na cabeça, e pegou um chicote na mão. No inicio não entendi, mas logo reparei que em todas as pontas das enormes fileiras, haviam brancos, e que os negros estavam cercados por todos os lados, presos aos homens brancos. Sem saída, os negros abaixaram a cabeça e fizeram tudo o que o homem branco ordenou.

Acordei de um susto como quem não quer mais sonhar. -Será possível que nem em sonhos podemos sonhar?! - Foi o que fiquei a pensar.

Lembrei-me mais tarde do sonho, o que me fez pensar em quanta coisa a cultura Africana nos influenciou; na música, na arte, na culinária, na dança ou até mesmo na língua. Engraçado é que ninguém lembra disso, ninguém lembra que quase todos os ritmos de música vieram da música negra, do Jazz e do Blues, e que tudo se originou a partir daí. Ninguém lembra que o nosso arroz com feijão de todos os dias, era comida de escravos, ah... Isso ninguém lembra.

Fico a me perguntar o que nós somos; cegos, ignorantes, indiferentes, ou simplesmente racistas. É engraçado pensar que todas as respostas me parecem tão óbvias quanto certas... Sinto vergonha da nossa humanidade.

A cultura negra é maravilhosa, e tem um histórico de comportamento muito melhor do que os brancos, afinal, os negros nunca fizeram nenhum povo como escravo, e nunca tentaram apagar completamente a cultura de um povo, bem diferente dos brancos, não é mesmo?! E depois os ignorantes ainda tem a capacidade de dizer que negro é sinônimo de ladrão e de bandido; logo se percebe a falta de cultura dessas pessoas.

É fácil dizer “eu não sou racista”, assim como também é fácil dizer “vivemos em um país de igualdade racial, do qual eu me orgulho muito”. É meus caros, vocês deveriam se envergonhar de tamanhas mentiras, o país em que vivemos é baixo, nega o preconceito quando ele esta ali, embaixo dos nossos narizes, e somente os cegos, ignorantes e indiferentes não podem ver isso.

Espero que um dia o racismo seja também abolido da mente humana, pois de nada adianta ser abolido na lei, quando ainda esta presente em nosso ser.

“Então, vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora e não espera acontecer”

Um dia ainda chegaremos lá, um dia ainda alcançaremos a igualdade, um dia ainda alcançaremos a felicidade.

“Somos todos iguais, braços dados ou não”

Agora, sonho com o dia em que o mundo entenderá que somos todos iguais.



Sim, muita coisa é igual ao outro artigo, afinal, este artigo foi baseado naquele, é .. uma releitura digamos, porém foram acrescentadas as exigências da professora Juliana (bjs sora!).. enfim, espero que gostem! Bjs, me liga! =*

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A relação entre escolaridade e salário

Obviamente já esta bastante claro que trabalhadores mais escolarizados têm mais chance de obter um emprego em relação às pessoas com menos escolaridade, além de se reempregarem mais rapidamente, quando ficam desempregadas, por qualquer que seja a razão.

Algumas pesquisas afirmam que quando o jovem passa do ensino médio para o ensino superior, a taxa de empregabilidade sobe de 68% para 78% e ele tem um aumento de quase mil reais de salário. Contudo, esta pesquisa é relativa pois o mercado de trabalho esta cada vez mais exigente, porém, cada vez mais economista.

Na minha opinião os anúncios de empregos deveriam descrever as carácteristicas de seus futuros funcionários da seguinte forma: Procura-se jovem com ensino superior, vontade de aprender e pronto para "novos desafios" (para não dizer: "superar seus limites"). Agora vamos traduzir isso para uma linguagem mais informal: Procura-se jovem com boa saúde, disposto a fazer horas extras sem remuneração e que se contente com um salário médio inferior.

É claro que não é dificíl para o mercado de trabalho encontrar candidatos para estas vagas (que eu pessoalmente descreveria como "exploradoras"), afinal, todos que saem de uma faculdade ou curso técnico estão sempre em busca de um trabalho no qual eles possam exercer suas determinadas funções, pelas quais eles tanto se esforçaram para garanti-las em seus currículos, e certamente quando a opurtunidade aparecer, eles não a deixarão escapar, mesmo sabendo que terão que servir cafézinho para seus superiores, o que alias eles fazem com um sorriso (sinico) no rosto, pois eles sabem que todo mundo serve cafezinho um dia, e que agora é o momento deles, e acima de tudo sabem que se eles designarem bem a sua função dentro do mercado de trabalho, um dia alcançaram o grande sonho da sala própria e quem sabe até sentem em uma cadeira confortável.

Tudo bem, não seremos tão radicais, pois graças ao bom santo protetor dos estudantes e trabalhadores, ainda existem empresas que realmente valorizam os seus funcionários.
Voltando ao tema principal do texto, podemos compreender que o salário depende da escolaridade, que o cargo que um sujeito vai designar depende da escolaridade, que a empresa
vai seleciona-lo de acordo com a escolaridade que ele possue. Ou seja, um sujeito sem estudo não tem muitas chances de ter um bom salário, um sujeito sem estudo na maioria das
vezes não tem condições de ter uma vida digna diante da sociedade, que com sua vasta ignorância, ignora os ignorantes.

Fugindo mais uma vez do tema principal, eu não me contentaria em terminar este texto sem antes falar das pessoas com escolaridade inferior (já que eu me elevei falando das que
tem ensino superior). Imagine um jovem de uma família pobre, cujo seus pais são analfabetos e tem como profissão catar latinhas e papéis. Agora imagine que a mãe desta criança mesmo sendo "ignorante", sabe a importância dos estudos. Ela então matricula seu filho em uma escola pública próxima a sua residência, ou seja, uma escola pública em um ambiente carente. Seu filho a princípio se anima com a idéia de estudar, mas como em todas as escolas públicas (principalmente as em regiões mais carentes) as professoras são rudes com os alunos, faltam e aprensentam atestados, sem falar de quando simplesmente não existem professores de determinadas matérias. Certamente seu filho, assim com mais de 50% das crianças deste colégio desistiram de estudar antes mesmo de completar a 6ª série. Serão essas crianças que farão todo o serviço pesado e ganharam os menores salários. E a culpa é de quem? Dos pais analfabetos que não souberam educa-lo, do jovem que não aguentou até se formar ou do precário ensino que estado e município nos fornecem?

Não seria maravilhoso para o governo se mais da metade da população fosse ignorante? Assim, a população não teria conhecimento para impor seus direitos e os representantes de elevados cargos manteriam sempre seus salários altos enquanto roubam a reles população que já ganha uma miséria.

É, vendo assim, eu voto no precário ensino que o estado e municipio nos fornecem, como causador dos mais de 50% de desistencias nos estudos.

Enfim, agradeço pelos meus estudos, e por todos os jovens que não desistem só porque já desistiram deles.

Daniela S. Silveira

sábado, 25 de abril de 2009

Estudando a Pré-História

Bom.. já que eu tinha que estudar a Pré-História, e também tinha que fazer uma postagem no blog (já que estão me cobrando muito), resolvi juntar o útil ao agradavel, então vou fazer um pequeno resumo sobre a tal "Pré-História".

Pré-História
Teve início com o aparecimento do primeiro homem na Terra, e terminou com a criação da escrita. A Pré-História foi dividida em dois períodos: O Paleolítico e o Neolítico.
Paleolítico: Teve início com o surgimento do primeiro homem, e terminou com a Revolução Agricola.
No paleolítico, os homens eram nômades pois ainda não produziam seus próprios alimentos, sendo assim, consumiam o que encontravam na natureza, como frutos, grãos, raizes e o que caçavam e pescavam. Quando se esgotava os alimentos da região em que habitavam, mudavam-se para outra. Por isso, foram denominados caçadores-coletore e nômades.
No paleolítico não havia propriedade privada. Foi no paleolíco que o homem descobriu o fogo. No principio, conservava o fogo natural (feito por raios e etc), depois aprendeu a produzilo. O controle do fogo foi talvez uma das maiores conquistas desse período, permitindo aos eres humanos suportar o frio, espantar os animais selvagens e cozinhar alimentos.
Foi no Paleolítico que se teve as primeiras manifestações artisticas (pinturas em cavernas), denominadas como arte rupestre.
Neolítico: Teve início com a Revolução Agricola, e terminou com a invenção da escrita.
Neste período o ser humano passou a produzir sua própria alimentação (agricultura), passando de um simples coletor (como no paleolítico) para um produtor.
Com a agricultura o homem adquiriu condições de sedentarização.
A agricultura melhorou o padrão de vida, a diminuição da mortalidade, e como resuldo teve um aumento da população.
Os homens moravam próximos a rios e lagos, pois precisavam de terras férteis para o plantio, suas habitações eram denominadas palafitas.
- Bom, agora você sabe um pouco mais sobre a Pré-História. -